Escutou mais uma vez de canto de ouvido a conversa dos dois,
o chacoalhar do carro na estrada de terra não a deixava dormir profundo. Aquela
velha sensação de quando se esta cochilando e tem sua atenção atraída por algo
externo, mas esta com muito sono para conseguir fazer alguma coisa a respeito.
Mas já era a quarta vez que isso acontecia e ela achou eu era hora de interagir
com aquilo de alguma maneira. – Vocês estão achados? – perguntou, – estamos nos
achando – responderam. La fora a madrugada caia pesada, umas três ou quatro da
manha, olhou pela janela e sentiu todo o peso da noite sobre seu peito. Estavam
no meio de uma plantação de algodão exatamente entre nada e coisa alguma além de
muitos e muitos e muitos e muitos hectares, alqueires, quilômetros de terras
planas. Sentiu um suspiro diferente e a lua se pôs na linha do horizonte
coroando tudo e todos ao seu redor.







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