Monday, August 18, 2014

A Praça, A Cabeça e Os Balógrafos




BETINHO DO CACHAMBI


Esse se não existisse tinha que ser inventado. Ele e o Foleado sempre que se falar de Cachambi tem que ser lembrados não digo por seu trabalho na turma, mas pela presença marcante na história dessa grande turma, a quem devemos muito, garanto a vocês que se escolhermos os dez de todos os tempos teremos balões do cachambi, que para o Zeca era um remédio para dor de barriga “Cachambiose”, era matéria pra noticiário um bate boca entre o Zeca e o Betinho, eu procurava ficar sempre por perto e botando “pilha” e passava madrugadas prazerosas escrevendo sobre esses encontros e ria sozinho.
O Betinho era meio devagar e o Jorge Negão carregava o piano, na época de junho eu adorava ir ao Cachambi ouvir as histórias do Betinho enquanto Dona Nagibe, sua mãe ria, eram momentos super agradáveis, lembro do Betinho me ligar e me chamar pra comer batata doce com melado em volta da fogueira, larguei tudo e fui para a Miguel Ângelo e realmente tinha a fogueirinha e batata doce com melado.
O cachambi era uma festa só, lá se encontrava o Ivo Perereca sempre irreverente com o Betinho, o Cezar Fome, o radialista da turma que tinha até programa com mensagens para os baloeiros, o Manoel Cobra Criada, o fogueteiro, o Jorge Negão, o trabalhador, muitos balógrafos apareciam por lá, o meu amigo Deolindo com sua câmera de vídeo filmando tudo, também presença constante era a da molecada que viria a formar a boa Turma da Pirâmide.

Edição digital do periódico A folha do baloeiro da década de 80 - Redigida por Zequinha da Folha.


fonte: http://www.planetabalao.com/folha/numero20/pagina01.htm

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