Monday, September 8, 2014

Pai 2

O pai de fato era um contador de histórias. As que ela mais gostava eram as que depois de terminadas surgiam musicas que a ilustravam, era o caso de "clarice" e "felicidade", ambas do Caetano, mas que na época a menina desconhecia e portanto para ela as musicas vinham por causa da historia e não o contrario e era sempre maravilhosamente espantoso como elas se encaixavam perfeitamente no contexto. De tanto que perguntava por novas historias o pai lhe contou a historia de um pai cuja filha vivia a pedir que contasse historias e sem saber mais de onde tira-las saiu a caminhar pelo centro da cidade para refletir e ate que se deparou com uma grande sala de leituras, o Real Gabinete portugues de leitura, que do chão ao teto continha dentro de si todas as historias do mundo, pelo menos representativamente. O dia em que o pai levou a menina para conhecer o gabinete tudo se deu magicamente. como de costume foram de carro ate a porta do metro onde o deixaram e pegaram o trem ate o centro, que na cabeça da menina era looooonge e aquele ritual dos dois era pra ela como uma passagem pra outra esfera, afinal quase nunca andava de metro e ao sair dele se sentia como 



que ingressando em uma realidade paralela selada pelo passeio por baixo da terra, onde só que existia era o seu universo particular junto do pai e agora a possibilidade de de fato entrar em suas histórias, a menina se tornara protagonista de sua própria imaginação.





1 comment:

  1. Fez-me lembrar a primeira vez que andei de metrô com meu pai. Morávamos em Niterói (que não tem metrô). Fui para o trabalho dele, passei a tarde me divertindo com a máquina de chocolate e depois pegamos o metrô em direção a Tijuca para comprar uma raquete de tênis. Foi o máximo!!! hahahaha

    ReplyDelete