Monday, September 22, 2014

Carta a Salomão

Retorno a Atlântida (Mark Boellaard)

Irmaõs, Salomão nos enganou a todos. Mas reguei os meus neurônios. 

Salomão, te dei meu voto em troca de café. Achei que a terra fosse minha. No horizonte vêm vindo seus tratores. Espero que se arrependa. Melanias está muito magoado. Espero suas desculpas. Perdoei a máscara do líder. Te perdoarei também, assim que assumir seus erros. Espero suas desculpas e sua visita para que possamos tomar um café e colocar tudo em pratos limpos. Se puder, peça ao cientista pra criar um pouco de água no laboratório. Att, O homem chamado cavalo.

  • Lucas Nascimento eu não conhecia o Mark. achei por caso, pesquisando sobre Atlantida. Aliás, Ticiano Diógenes, sabe se existe alguma relação entre Atlântida e o Rei Salomão? parece que o templo dele seguia a arquitetura de Atlântida (!?!?!)
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  • Lucas Nascimento ele escreveu o Eclesiastes mas temo que também tenha sido precursor do neoliberalismo
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  • Ticiano Diógenes sim amado, tens razão nas tuas palavras, ele era total neoliberal, o reino de Israel se tornou a grande potência hegemónica da época - o que resulta nas reflexões de Eclesiastes, e na primeira diáspora judaica.

    e sim, Atlântida está no meio dessa história. como um rei iniciado, Salomão foi detentor de um poder mágico fortíssimo, e certamente conferenciava com os seres atlantes das cidades intra-terrenas, e os mestres galáticos, através da rede cristalina, pirâmides, etcs... temaço, hein!

Mas Salomão vem por meio do próprio homem chamado cavalo se redimir perante os homens. Infelizmente, a conversa entre os dois, dentro da casa, do corpo e do manto, não pode continuar porque levaram o café do homem e a água começou a surgir lentamente.

Monday, September 15, 2014

de onde viriam?

O homem chamado cavalo - atlantida - http://prisaoplanetaria.com/2013/12/10/antiga-cidade-submersa-encontrada-no-triangulo-das-bermudas-seria-atlantida/
Januária - manguinhos - http://pt.wikipedia.org/wiki/Manguinhos_(bairro_do_Rio_de_Janeiro)
Puta - Potosi, Venezuela, 1981 - http://en.wikipedia.org/wiki/Potosi,_Venezuela
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/inundacoes-atingem-norte-da-republica-tcheca-e-fronteira-com-alemanha.html
Cartomante - Port Royal, na Jamaica, 1692 - http://pt.wikipedia.org/wiki/Port_Royal
Tristão - Nossa Senhora de Atocha, naufrágio em 1622 - Espanha http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/passado-submerso-maiores-naufragos-seus-tesouros-434987.shtml
Melanias - Jaguaribara, 1999, http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/antiga-jaguaribara-reaparece-nas-aguas-do-acude-castanhao-1.265925
Noah - A aldeia neolítica de Atlit­Yam, ao largo da costa de Atlit, em Israel 6900 ­6300 aC - http://pt.wikipedia.org/wiki/Atlit_Yam
Zoé - Pavlopetri, Grécia, 3.000 ac - http://pt.wikipedia.org/wiki/Pavlopetri


El Gran Peres Peres - Vilarinho das Furnas, Portugal, 1972 - http://pt.wikipedia.org/wiki/Vilarinho_das_Furnas

Saturday, September 13, 2014

La puta

Yo no soy hija de esta tierra. Yo no soy hija de esta tierra. Yo no soy hija de esta tierra. Fui yo quien la parió. La tierra que es hija mía. Sus ríos son mi sangre. Fui yo quien la parió. Me rasga la piel que salirse quemando. Arrastra mi vientre para fuera de mí. Yo no soy hija de esta tierra.

uma sinopse que ainda vai mudar!

Um bando no meio do caminho. Suas memórias são como vento. Ora esmorecidas, ora lépidas. Não se recordam ao certo de onde vieram. Só se lembram do mar. Uns por sonho, outros pela sensação do sal em suas roupas, outros pelo barulho que não sai da cabeça. O bando tem portanto, como única meta, derivar por sobre a terra seca em busca do oceano. Pescar essas memórias. Descobrir de onde vieram, do que são feitos. "Ao mar!", ordena um deles. Carregam uma carroça puxada por uma bicicleta. Na carroça, um barbante com fotos, folhas e vestígios, que leva o nome de “Varal de Fósseis”. Utilizam em suas buscas instrumentos de orientação que viajaram pelo tempo. Cada qual no seu século. Não deixam rastros nem chegam a lugar nenhum. São sempre sugados para o centro da Terra. Constroem breves relações com o espaço e o abandonam. Sempre trabalhando, festejando, dançando, cantando, cozinhando, como se tudo fosse uma coisa só. São figuras emblemáticas, andarilhos, ciganos, músicos, romeiros, circenses. Seres do submundo, da terra, peixes. Ao longo da peça, vão desaparecendo, como se fumaça. Como se memória. Perto do fim um dos peixes se encontra sozinho. Ele, o mais calado, sabe que as paisagens que todos descrevem não são o mar e sim, as cidades de onde vieram, de onde viviam. Todas submersas, cada qual pelo seu motivo. De imperadores autoritários na China a barragens no interior do Brasil, cada século leva consigo seus mortos pela terra, seus afundados pela história. E estes, os seres mais próximos do Nife são fadados a vagar pelo meio do caminho. "AO MAR!" assume o solitário. A música volta, todos reaparecem. Caminham animados e bêbados. fim.

Tuesday, September 9, 2014

Vendo futuro, mentira e prazer. Vendo cura pra doença do corpo e da alma e vendo parto de criança invertida. Vendo sua alma pro diabo e meu corpo pra você.

Vendo flores, perfumes importados, perfumes das flores, palitos de fósforos, balas por cinquenta centavos, bateria de câmera, carregador de celular, produto roubado de segunda mão.

Vendo história pra boi dormir, a pessoa amada em três dias, amarração de olho grande, boca de sapo e rã.

Vendo meus olhos. Vendo meus olhos ao dia para não ver o caminho. Desvendo a(à) noite para seguir a lua e fugir do mar.

Vendo meus caminhos. Vendo meus amigos. Vendo meus amores.

Sigo a lua para um dia chegar ao topo do céu e vendo o mar que me vendeu à terra, venderei todos os sonhos aos peixes vendados, que um dia serão homens e venderão suas vidas à errância. Venderei meu brilho, vendarei os homens e verei a eternidade.