Desde muito cedo sai de casa, a casa dos pais, os pais por considerá-los, considerados juridicamente, a justiça itinerante não legitima a mudança dos lares conforme à sazonalidade do desejo da cria.
Criado à base de mini churros e camarões ao catupiri, acostumou-se. E destinou seu tempo/espaço a construir maquetes que não materializar-se-ão, ilusão, profissional ilegal que brinca de dramatizar, drama general risada.
Brincava de estátua observando a paralisia irônica dos livros, comia borracha acreditando poder apagar a quantidade de balas loucuras que consumia compulsivamente.
QUE LEGAL! A MÚSICA! A MÚSICA? VAMOS ALI VER OS LIVROS! CADÊ? DÁ LICENÇA! TÔ FALANDO, DÁ LICENÇA! ME DEEEEEEEEEEIXA! AI! AI!
Sessão infinita, só escutava crianças. Salvador, quem salva a dor. Acompanha seus colegas assustador, curador, ensurdecedor. Salvaguarda a vida dos livros, cheirando-os. Claro, compulsivamente claro.
Irritava a mesma cor amarelo mostarda na calça do outro, não só a cor, modelo e dobradura da bainha, mas não tem bunda. Irritava menos, menos conteúdo.
Muito educado. Sorria aos fins de frase. Diplomata da infância. Rodin. Atichim! Claudel. Atichim! Manet. Atichim! Caravage. Atichim! A mulher de oncinha fotografa o livro da Nina Pandolfo com o celular vida que tudo faz. Brega.
Fugia das filas que só aumentavam com o badalar dos sinos. Sinal de desculpa na multidão literária. O gringo e o sábio. O primeiro tem bunda, usa jeans. Irrita o jeans, não no outro.
Troca olhar com o caixa. Melhor parar com a brincadeira da estátua.
Fecha o bloco. Coloca o crachá. E já para a fila!
Terminou antes de acabar. Nunca mais disse: não tem pressa não, viu.
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